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Imagine-se num deserto, com o sol queimando na cabeça, procurando por alguma fonte de água para não sofrer uma desidratação.

No horizonte, um cenário desolador, composto por rodovias sem conservação há décadas, e antigos outdoors de empresas, que outrora faziam parte do cotidiano das pessoas. O olhar deve permanecer atento, pois monstros mutantes rondam a área, e você não está no topo da cadeia alimentar.

O relacionamento com as poucas comunidades e organizações que sobreviveram a guerra nuclear entre Estados Unidos e China, na segunda metade do século XXI, é parte chave num mundo carente de lideranças e ideais, dissolvidos pelas escolhas erradas que a humanidade fez no passado.

Será que tem alguma pet shop por aqui?

Pegue esses ingredientes, coloque tudo no seu hardware de preferência – PC, XBOX 360 ou PS3 – e você terá no prato um game tão interessante quanto desafiador: Fallout: New Vegas.

Lançado em 2010 pela produtora norte-americana Bethesda, o jogo é uma simulação de sobreviviência num mundo pós-apocalíptico, a lá Mad Max: Além da Cúpula do Trovão, misturando ação frenética nos combates de tiro em primeira ou terceira pessoa com uma vasta interação de personagens ao longo do jogo, incluindo diálogos e ‘favores’, que estes solicitam a você, de modo a melhorar a relação com pessoas ou grupos de poder. Mas o jogo não te obriga a isso: fazer ou não é sua decisão!

Para quem quer se dar bem, é necessário ter um inglês pelo menos em nível intermediário para acompanhar o enredo e as conversas que rolam, pois, uma resposta errada, pode significar a morte! Entretanto, os que buscam apenas pegar numa arma e seguir a política ‘atire primeiro, pergunte depois’, não se decepcionarão. New Vegas traz um inovador sistema de duelos, aplicável tanto á luta armada quanto de mãos nuas, chamado V.A.T.S (Vault-Tec Assisted Targeting System), também presente no jogo anterior da série, Fallout 3. O V.A.T.S consiste, basicamente,  em pausar o jogo diante de um inimigo e escolher a parte do corpo a ser atingida por um projétil ou outro golpe, que pode vir de uma arma branca ou de punhos vazios. Os que gostam de ver cérebros espatifados, com partes do corpo sendo desmembradas, vão se deleitar com o game, que mostra tudo isso com uma riqueza de detalhes impressionante.

Melhor que a entidade protetora dos animais não veja isso

Por falar nisso, Fallout é um rpg muito bonito visualmente, apresentando o deserto de Mojave, nos EUA, e suas montanhas escarpadas e também espaços internos, como galpões e residências, além de lugares contaminados pelos resquícios da guerra nuclear, onde os designers tiveram até mesmo o cuidado de adicionar o pó radioativo que paira no ar nestas áreas. Se por acaso você estiver nesses locais sem a devida proteção, vá para uma região descontaminada, se não você corre o risco de morrer.

Os que gostam de desafios irãm de acabar com Fallout. Com o lançamento da versão Ultimate, em fevereiro de 2012, que reúne todas as quatro expansões já lançadas, o game tornou-se ainda mais longo (alguns jogadores relatam que levaram mais de duzentas horas para finalizá-lo!). Mas não se preocupe. O simulador do mundo pós apocalípto é o tipo de jogo para ser ‘degustado’ e não ‘detonado’. Seus muitos segredos garantem meses de entretenimento, jogando poucas horas por semana.

Se realismo é sua praia, então este é seu jogo, e saiba porque num mundo inóspito e ermo, dominado por gangues e facções rivais, uma pistola automática tem a mesma importância de uma garrafa d’água. Abaixo, um vídeo para você sentir na pele a dura realidade do Mojave!


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